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Google lança criação de música no Gemini com Lyria 3 e leva faixas de 30 segundos a 750 milhões de usuários

O Google passou a oferecer geração de música dentro do Gemini, seu principal aplicativo de inteligência artificial. A empresa integrou o modelo Lyria 3, desenvolvido pelo Google DeepMind, e agora permite que usuários criem faixas de até 30 segundos a partir de comandos em texto ou do envio de imagens e vídeos. A novidade chega […]

Google integra criação musical ao Gemini


O Google passou a oferecer geração de música dentro do Gemini, seu principal aplicativo de inteligência artificial. A empresa integrou o modelo Lyria 3, desenvolvido pelo Google DeepMind, e agora permite que usuários criem faixas de até 30 segundos a partir de comandos em texto ou do envio de imagens e vídeos.

A novidade chega em versão beta e expande o escopo do Gemini, que já produzia textos, imagens e vídeos. Agora, ao descrever uma ideia ou enviar uma foto, o usuário recebe uma música com letra, instrumental e capa criada automaticamente. Segundo a Alphabet, holding do Google, o aplicativo soma mais de 750 milhões de usuários ativos mensais, o que dá dimensão ao alcance potencial do recurso.

A ferramenta está disponível para maiores de 18 anos em diversos idiomas, incluindo português, e será liberada gradualmente no aplicativo móvel nos próximos dias.

Como funciona o Lyria 3 no Gemini

O Lyria 3 é a terceira geração do modelo de música do Google e chega com três mudanças principais: geração automática de letras, maior controle criativo sobre estilo, vocais e andamento, e faixas com construção musical mais complexa.

O usuário pode simplesmente descrever o gênero, o clima ou o tema desejado, como uma música nostálgica em afrobeat dedicada à mãe, ou pedir que o sistema transforme uma foto em trilha sonora. Nesse segundo caso, o Gemini analisa o conteúdo visual e cria uma letra e um instrumental compatíveis com a atmosfera da imagem ou do vídeo.

As faixas têm limite de 30 segundos e recebem capa gerada por outro modelo da empresa, chamado Nano Banana. O próprio Google destaca que a proposta não é produzir um “hit” definitivo, mas oferecer uma forma rápida de expressão criativa e compartilhamento.

Joël Yawili, gerente de produto do Gemini, afirmou no anúncio oficial:

“A geração de música com o Lyria 3 foi projetada para expressão original, não para imitar artistas existentes. Se o seu comando mencionar um artista específico, o Gemini vai considerar isso como uma inspiração criativa ampla e criar uma faixa que compartilhe um estilo ou clima semelhante.”

Além do Gemini, o Google também está expandindo o uso do Lyria 3 no Dream Track do YouTube, ferramenta que permite criar trilhas sonoras para vídeos curtos. O recurso, antes restrito aos Estados Unidos, passa a ser disponibilizado para criadores em outros países.

Direitos autorais e verificação de conteúdo

O avanço da geração musical por inteligência artificial costuma vir acompanhado de questionamentos sobre direitos autorais. No comunicado, o Google afirma que desenvolveu o Lyria 3 com atenção a acordos com parceiros e às regras aplicáveis ao uso de conteúdo no treinamento do modelo.

Myriam Hamed Torres, gerente de produto do Google DeepMind, declarou:

“Também temos filtros em vigor para verificar os resultados em relação a conteúdos existentes.”

A empresa também afirma que a ferramenta foi desenhada para evitar a imitação direta de artistas. Caso o usuário mencione um nome específico, o sistema interpreta como referência ampla de estilo, não como solicitação de cópia.

Outro ponto central é a identificação das músicas criadas por IA. Todas as faixas geradas dentro do Gemini recebem a marca d’água digital SynthID, tecnologia do próprio Google que insere um identificador imperceptível no arquivo de áudio.

Além disso, o aplicativo passa a oferecer verificação de áudio. O usuário pode enviar um arquivo e perguntar se ele foi criado com ferramentas de IA do Google. O sistema verifica a presença do SynthID e utiliza seus próprios mecanismos de análise para responder.

O impacto do Google no ecossistema musical

A geração de música por IA já vinha sendo testada por diferentes empresas, mas a integração ao Gemini coloca o recurso em uma escala muito maior. Ao inserir a criação musical dentro de um assistente multimodal com centenas de milhões de usuários, o Google transforma a composição em um recurso cotidiano.

A limitação de 30 segundos indica foco claro em redes sociais e vídeos curtos, especialmente dentro do ecossistema do YouTube. A empresa cria, assim, um fluxo integrado: geração de música, aplicação em vídeos e potencial monetização na própria plataforma.

Ao mesmo tempo, o movimento intensifica discussões sobre autoria, remuneração e uso de catálogos no treinamento de modelos de IA. As empresas do setor musical vêm adotando ferramentas para identificar conteúdos gerados artificialmente e monitorar possíveis infrações.

Com o Lyria 3 dentro do Gemini, o Google adiciona mais um recurso ao seu portfólio de IA. Mais que isso, ele aproxima a criação musical do público geral e insere a inteligência artificial em uma etapa que, até pouco tempo atrás, era vista como exclusivamente humana.

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