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Warner Chappell realiza song camp com a TV Globo e reúne 60 compositores para trilha de ‘Coração Acelerado’

A Warner Chappell Music Brasil colocou o sertanejo no centro de um projeto estratégico ao reunir mais de 60 compositores em um song camp nacional em parceria com a TV Globo para desenvolver a trilha sonora da novela “Coração Acelerado”. A iniciativa aconteceu em Goiânia e no Rio de Janeiro e resultou em dezenas de […]

Personagem João Raul (Filipe Bragança) / Créditos: Globo/Manoella Mello


A Warner Chappell Music Brasil colocou o sertanejo no centro de um projeto estratégico ao reunir mais de 60 compositores em um song camp nacional em parceria com a TV Globo para desenvolver a trilha sonora da novela “Coração Acelerado”. A iniciativa aconteceu em Goiânia e no Rio de Janeiro e resultou em dezenas de músicas inéditas pensadas exclusivamente para a narrativa da trama.

O movimento vai além de um simples encontro criativo. Ao estruturar um processo imersivo com briefing detalhado sobre personagens, conflitos e arcos dramáticos, a Warner Chappell buscou alinhar composição musical e dramaturgia desde a origem das canções. A playlist oficial da trilha já chegou às plataformas digitais, com destaque para “Aô Goiás”, de Clayton & Romário, e “Medo”, de Júlia & Rafaela.

Song camp como estratégia de integração entre música e novela

O formato de song camp, já consolidado no mercado internacional, vem ganhando espaço no Brasil como ferramenta para acelerar processos criativos e gerar repertório sob demanda. No caso da Warner Chappell, a proposta foi direcionar o método para um produto audiovisual de grande alcance, como a novela da Globo.

Durante os encontros, os compositores receberam orientações detalhadas sobre a trama criada por Izabel de Oliveira e Maria Helena Nascimento, com direção artística de Carlos Araújo. A ideia era que cada faixa funcionasse como extensão emocional dos personagens, ajudando a construir identidade sonora e aprofundar a conexão com o público.

Segundo Filippe Siqueira, diretor de A&R da Warner Chappell Music Brasil, o processo exigiu equilíbrio entre diversidade criativa e unidade estética.

“Foi um processo criativo muito intenso, que exigiu sensibilidade e versatilidade. Cada personagem tinha um universo próprio e, ao mesmo tempo, precisávamos garantir coesão musical dentro da obra. Reunir compositores com diferentes referências e vivências foi essencial para alcançar esse resultado”.

A dinâmica favoreceu colaborações inéditas, cruzando autores com trajetórias distintas dentro do sertanejo contemporâneo. Esse tipo de troca costuma gerar combinações inesperadas, tanto melódicas quanto temáticas, o que tende a enriquecer o repertório final.

Sertanejo como eixo central da trilha

Isabelle Drummond, Filipe Bragança e Isadora Cruz, protagonistas da novela Coração Acelerado

A escolha do sertanejo como fio condutor da trilha dialoga com o consumo atual no Brasil. Dados recentes da Pro-Música Brasil indicam que o gênero segue entre os mais ouvidos no país, dominando rankings de streaming e execuções em rádio. Ao apostar nesse universo, a Warner Chappell e a Globo se conectam diretamente com um público já consolidado.

A gerente de produção musical da Globo, Juliana Costantini, destaca o papel da novela como vitrine para a música nacional.

“Mais do que uma novela, ‘Coração Acelerado’ é uma celebração da música brasileira e do sertanejo contemporâneo, um dos gêneros musicais mais consumidos no país atualmente. A iniciativa reforça o compromisso da TV Globo com a qualidade artística dos seus conteúdos, mas também com o fomento ao mercado musical, valorizando talentos, promovendo inovação e criando pontes entre a dramaturgia e a música popular”.

Ao lançar a playlist oficial nas plataformas, a estratégia também mira o ambiente digital. Hoje, as trilhas de novelas foram das prateleiras de vinil e CDs para se tornarem ativos independentes no streaming, impulsionando artistas e criando novas oportunidades de receita editorial e fonográfica.

Impacto no mercado editorial e no A&R

Personagem João Raul (Filipe Bragança) / Créditos: Globo/Manoella Mello
Personagem João Raul (Filipe Bragança) / Créditos: Globo/Manoella Mello

Para a Warner Chappell, o projeto também funciona como laboratório de A&R. Reunir dezenas de compositores em um ambiente controlado permite identificar novas parcerias, testar abordagens e observar como determinados autores respondem a demandas específicas.

Além disso, a integração direta com a dramaturgia cria uma cadeia mais eficiente entre criação, sincronização e distribuição. Em vez de buscar músicas prontas no catálogo, a editora participa da concepção desde o início, o que aumenta as chances de encaixe perfeito com a narrativa e fortalece o posicionamento estratégico da empresa no mercado audiovisual.

Filippe Siqueira ressalta o caráter colaborativo do formato.

“O grande diferencial desses song camps foi a troca. Autores com estilos distintos sentaram juntos para construir algo novo, pensando exclusivamente na narrativa da novela. Esse ambiente colaborativo eleva o nível criativo e gera músicas que dialogam com o público de forma muito genuína”.

Ao transformar o song camp em ponte entre televisão aberta e streaming, a Warner Chappell sinaliza um caminho que combina tradição da novela brasileira com lógica contemporânea de consumo musical sob demanda.

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