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Minas Gerais estreia no SXSW 2026 e leva cultura, inovação e negócios a Austin

Minas Gerais se prepara para marcar presença, pela primeira vez, no South by Southwest (SXSW) 2026, um dos maiores eventos globais de tecnologia, inovação e criatividade, realizado em Austin, nos Estados Unidos. A estreia coloca Minas Gerais em um circuito internacional que conecta música, audiovisual, economia criativa, tecnologia e novos modelos de negócio, com uma […]

Minas Gerais anuncia casa oficial no SXSW


Minas Gerais se prepara para marcar presença, pela primeira vez, no South by Southwest (SXSW) 2026, um dos maiores eventos globais de tecnologia, inovação e criatividade, realizado em Austin, nos Estados Unidos. A estreia coloca Minas Gerais em um circuito internacional que conecta música, audiovisual, economia criativa, tecnologia e novos modelos de negócio, com uma estratégia pensada para dialogar com diferentes públicos e setores.

A participação inédita é liderada pelo Governo de Minas, por meio da Secretaria de Estado de Cultura e Turismo de Minas Gerais, da Secretaria de Estado de Desenvolvimento Econômico e da Invest Minas, em parceria com Codemge, Sebrae Minas e Hiker. A proposta vai além de uma presença simbólica no evento: trata-se de posicionar Minas Gerais como um estado que articula cultura, inovação e desenvolvimento econômico de forma integrada.

Durante a apresentação do projeto em Belo Horizonte, a secretária de Estado de Cultura e Turismo, Bárbara Botega, destacou que a iniciativa nasce com vocação internacional, mas sem perder o vínculo com o território. 

“Tudo isso nasceu de um sonho, mas sonhos exigem coragem para enfrentar desafios e romper barreiras. Este é um projeto de Minas Gerais para manter o Estado posicionado no mercado internacional, sem perder de vista a nossa força interna de mais de 20 milhões de mineiros — é Minas para Minas, Minas para o Brasil e Minas para o mundo”, destacou a secretária.

Reconhecido como um dos principais pontos de encontro entre tecnologia, música e economia criativa, o SXSW reúne anualmente mais de 500 mil participantes, vindos de mais de 100 países. Ao integrar a programação oficial do evento, como São Paulo fez no ano passado, Minas Gerais passa a dialogar diretamente com agendas globais como transição energética, minerais estratégicos, inteligência artificial e novos modelos de economia criativa, colocando a cultura como eixo estruturante dessa conversa.

Cultura e inovação como estratégia internacional

A presença de Minas Gerais no SXSW 2026 parte de uma leitura clara sobre o papel da cultura e do turismo como vetores econômicos. A proposta é mostrar que criatividade, identidade cultural e hospitalidade também geram negócios, atraem investimentos e ajudam a construir imagem internacional.

Segundo Bárbara Botega, cultura e turismo funcionam como agentes concretos de desenvolvimento e geração de empregos, além de criarem pontes com setores como tecnologia, inovação e serviços. Essa visão orienta toda a estratégia mineira no evento, que aposta menos em discursos institucionais e mais em experiências, encontros e conexões reais.

Minas chega ao SXSW em um momento em que temas como sustentabilidade, novas matrizes energéticas e uso estratégico de dados ocupam o centro das discussões globais. A leitura do governo mineiro é que o estado já atua nesses campos, seja pela sua tradição mineral, seja pela força de seus ecossistemas criativos, e que o evento funciona como uma vitrine para apresentar essas agendas de forma articulada.

Minas Day e Casa Minas estruturam a participação

A estratégia de Minas Gerais no SXSW 2026 se organiza em três frentes: ações de pré-SXSW, o Minas Day e a Casa Minas. O Minas Day acontece em 14 de março, com quatro painéis inseridos na programação oficial do evento, abordando temas como transição energética, minerais críticos, inteligência artificial e economia criativa.

Os debates buscam apresentar Minas como um estado capaz de conectar inovação tecnológica, sustentabilidade e cultura, dialogando com executivos, investidores e formuladores de políticas públicas presentes em Austin. A ideia é gerar conversas qualificadas que possam se desdobrar em parcerias e projetos após o evento.

Já a Casa Minas funcionará entre os dias 14 e 16 de março, na Rainey Street, um dos pontos mais movimentados do SXSW. O espaço foi concebido como uma vitrine imersiva da produção artística e criativa mineira, reunindo música, dança, moda, audiovisual e gastronomia. A proposta é usar a hospitalidade mineira como estratégia de relacionamento e negócios.

Artistas, gastronomia e experiências mineiras

Invest Minas marcará presença no SXSW
Invest Minas marcará presença no SXSW (Crédito: Divulgação)

A programação cultural da Casa Minas inclui nomes como Djonga, Marina Sena, Toninho Horta, Pereira da Viola e Nath Rodrigues, além de projetos como Favelinha Dance e Favelinha Fashion Week, que já circulam em contextos internacionais. A presença desses artistas reforça a diversidade da cena mineira, do tradicional ao contemporâneo.

A gastronomia também ocupa papel central, com experiências assinadas pelos chefs Carol Fadel, Maria Clara Magalhães, Yves Saliba e Caetano Sobrinho, além de ações de live painting com Sérgio Iron. A lógica é criar um ambiente em que cultura, comida e conversa se misturam, facilitando conexões e trocas.

Para o diretor de Gestão e Novos Negócios da Invest Minas, Gustavo Garcia, Minas leva ao evento uma estrutura pensada para mostrar sua capacidade de gerar negócios e atrair investimentos produtivos. 

“Minas Gerais chega ao SXSW pela primeira vez com uma estrutura robusta e com a cara do nosso estado. Teremos a oportunidade de mostrar ao mundo toda a nossa potencialidade de negócios, além de encantar o público com nossa cultura que reflete a identidade e a criatividade mineira”, pontuou.

Ao ocupar um dos principais palcos globais da criatividade, Minas Gerais busca aumentar a vitrine de uma musicalidade que já tem circulação consolidada no Brasil e passa a dialogar com um momento favorável da cultura brasileira no exterior. A presença no SXSW funciona, assim, como uma tentativa de transformar reconhecimento artístico em visibilidade internacional estruturada, conectando a cena mineira a um ambiente onde música, tecnologia e economia criativa se encontram e geram oportunidades.

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