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Morre Sly Dunbar, lenda do reggae e do dub, aos 73 anos, na Jamaica

O mundo da música se despede de Lowell Fillmore “Sly” Dunbar, um dos maiores bateristas e produtores da história do reggae. O artista faleceu aos 73 anos nesta segunda-feira (26), em Kingston, na Jamaica. A informação foi confirmada por sua esposa, Thelma Dunbar. Segundo o relato, Sly não respondeu quando foi acordado pela manhã, por […]

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O mundo da música se despede de Lowell Fillmore “Sly” Dunbar, um dos maiores bateristas e produtores da história do reggae. O artista faleceu aos 73 anos nesta segunda-feira (26), em Kingston, na Jamaica. A informação foi confirmada por sua esposa, Thelma Dunbar.

Segundo o relato, Sly não respondeu quando foi acordado pela manhã, por volta das 7h, e um médico foi acionado. A causa da morte não foi divulgada. O músico enfrentava problemas de saúde há algum tempo e vinha sendo tratado por médicos no Reino Unido.

Uma das maiores figuras da música jamaicana

Nascido em 10 de maio de 1952, Sly Dunbar entrou para a história como metade da icônica dupla Sly & Robbie, ao lado do baixista Robbie Shakespeare, falecido em 2021. Conhecidos como os “Riddim Twins”, os dois foram responsáveis por revolucionar o reggae, o dub e o dancehall, levando a música jamaicana a um novo patamar global.

Sly se destacou pela maneira inovadora de unir bateria orgânica a elementos eletrônicos, criando batidas profundas e futuristas que atravessaram fronteiras culturais e influenciaram gêneros como o hip-hop e a música pop.

Início da carreira e consolidação no estúdio

Sly Dunbar começou a tocar bateria aos 15 anos, integrando inicialmente a banda The Yardbrooms. Posteriormente, fez parte do grupo Skin, Flesh & Bones, liderado por Ansell Collins. Sua primeira gravação aconteceu no álbum “Double Barrel”, de Dave e Ansell Collins.

Em 1972, Sly conheceu Robbie Shakespeare após uma indicação feita ao produtor Bunny Lee, que buscava um baterista de estúdio para a banda The Aggrovators. A parceria se fortaleceu rapidamente e deu início a uma das duplas mais influentes da história da música jamaicana.

Parcerias históricas e a criação da Taxi Records

Ao longo dos anos, Sly & Robbie trabalharam intensamente com Peter Tosh e sua banda até 1981, período em que gravaram cinco álbuns. Em 1980, a dupla fundou a gravadora Taxi Records, que se tornaria referência internacional ao lançar trabalhos de artistas como Black Uhuru, Chaka Demus & Pliers, Ini Kamoze, Beenie Man e Red Dragon.

A trajetória de Sly Dunbar inclui colaborações com nomes centrais da música mundial, como Bob Marley, Peter Tosh, Junior Murvin, Bob Dylan, The Rolling Stones, Grace Jones, Jay-Z, No Doubt, Herbie Hancock, Joe Cocker e Serge Gainsbourg.

Conexão com o Brasil e reconhecimento internacional

Em 2007, Sly Dunbar participou do álbum “Sim”, da cantora brasileira Vanessa da Mata, ao lado de Robbie Shakespeare. Dois anos depois, ambos estiveram presentes no DVD “Multishow ao Vivo”, gravado em Paraty, no Rio de Janeiro.

Ao longo de sua carreira, Sly recebeu importantes honrarias. Foi condecorado com a Ordem de Distinção pelo Governo da Jamaica, recebeu a Medalha de Ouro Musgrave do Instituto da Jamaica em 2015 e, em maio de 2025, foi homenageado com um Prêmio de Reconhecimento pela Trajetória Profissional da Universidade de Minnesota.

Legado eterno

A morte de Sly Dunbar marca simbolicamente o fim de uma era na música jamaicana. Seu legado permanece vivo como uma ponte entre a Jamaica e a cultura urbana global, influenciando gerações de músicos, produtores e movimentos culturais ao redor do mundo.

Sly Dunbar deixa uma contribuição definitiva para a história da música. Seu ritmo, inovação e visão seguem ecoando muito além do tempo.



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