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Emerson Alcalde estreia “Escritor Periférico” no Projeto Jusante

O Projeto Jusante chega à sua 17ª música e segue firme em sua segunda temporada. O lançamento mais recente traz a participação de Emerson Alcalde, um dos grandes nomes da Poesia Slam no Brasil, com a faixa “Escritor Periférico“. Conhecido por sua atuação intensa na cena literária e por ser um dos fundadores do Slam […]

Emerson Alcalde estreia “Escritor Periférico” no Projeto Jusante


O Projeto Jusante chega à sua 17ª música e segue firme em sua segunda temporada. O lançamento mais recente traz a participação de Emerson Alcalde, um dos grandes nomes da Poesia Slam no Brasil, com a faixa “Escritor Periférico“.

Conhecido por sua atuação intensa na cena literária e por ser um dos fundadores do Slam da Guilhermina e do Slam Interescolar SP, Alcalde — que também é vencedor do Prêmio Jabuti — mergulha nessa nova parceria mostrando o poder da palavra periférica e o peso de sua escrita. Além dos palcos, o artista tem levado o Slam para dentro das escolas, inspirando novas gerações de escritores e poetas.

PROJETO JUSANTE

Desde 2024, o Projeto Jusante vem se destacando por unir a força da poesia falada com uma sonoridade que mistura células rítmicas brasileiras e beats internacionais, em uma fusão criativa idealizada por Dani Turcheto. A iniciativa, que nasceu com nove faixas instrumentais e colaborações de expoentes do movimento Slam, continua lançando uma nova música por mês até o fim deste ano.

Rap Dab: Você tem uma trajetória marcada pela poesia, pelo slam e pela educação. Para começar, queria que você nos contasse como nasceu sua relação com a literatura e como isso se conectou ao seu papel de educador.

Começou na escola, com a indicação de leitura do livro Vidas Secas, de Graciliano Ramos. Foi o livro que me abriu o caminho para a leitura. Iniciei na educação através do teatro. Ao me formar em Artes Cênicas, fui convidado a ministrar oficinas de teatro para crianças em projetos escolares de contraturno.

Emerson alcalde

O Slam Interescolar SP se consolidou como uma referência em levar o slam para as escolas. O que o motivou a criar esse projeto?

Quando fui representar o Brasil na Coupe du Monde de Poésie, na França, tive contato com o Slam Interescolar Parisiense. Ao retornar, propus ao grupo do qual faço parte, o coletivo Slam da Guilhermina, realizarmos um piloto em duas escolas — CEU Três Pontes e Colégio La Salle — em 2015. Nos anos seguintes, ampliamos o projeto para toda a cidade e hoje alcançamos não só a capital, mas também o litoral e o interior.

Como o slam e a poesia podem ajudar a fortalecer a autoestima, a identidade e a consciência crítica dos estudantes?

Como o slam é um espaço de escuta e de voz, ao falar, as pessoas se transformam. Elas são vistas, ouvidas e percebem que também são importantes.

Pensando no futuro, qual seria o cenário ideal para a presença do slam e da poesia falada na educação brasileira?

Que o slam tenha apoio para ser realizado em todas as escolas do país.

Para finalizar, como você enxerga a importância de projetos como o “Jusante” para a popularização do slam?

O Projeto Jusante amplia o alcance da poesia falada para além do presencial e do vídeo. A música tem um poder enorme de chegar a mais pessoas e, quem sabe, pode despertar no ouvinte o desejo de buscar outras referências em livros.

Confira o lançamento:



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